VOZ

A voz humana consiste no  som  produzido pelo ser humano usando suas  pregas vocais  para   falar ,  cantar  , gargalhar,  chorar ,  gritar , etc. Sua  frequência  varia entre 60 e 7000  Hz . De modo geral, o mecanismo para gerar a voz humana pode ser subdividido em três partes: os  pulmões , as pregas vocais dentro da  laringe  e os articuladores -  lábios, língua, dentes, palato duro , véu palatar e  mandíbula.  O pulmão produz um fluxo de ar, que funciona como um combustível para a voz, que é expulso pelo  diafragma e passa para as pregas vocais, que vibram e transformam esse ar em pulsos sonoros, formadores da fonte de som da laríngeo. Os músculos da laringe ajustam a duração e a tensão das pregas vocais para adequar a altura e o tom. Os articuladores articulam e filtram o som emanado pela laringe e até certo ponto podem interagir com o fluxo de ar para fortalecê-lo ou enfraquecê-lo como a fonte do som.

As pregas vocais, juntamente com os articuladores, são capazes de produzir sons altamente intrincados. O tom da voz pode ser modificado para sugerir emoções como raiva, surpresa e felicidade. Cantores usam a voz humana como um instrumento para criar música. 

Podemos comparar as pregas vocais com um elástico, que fica mais fino ao ser esticado e mais grosso quando está relaxado. Sua espessura, nesse caso, muda de acordo com a ação dos músculos que estão dentro da laringe, e essa mudança de espessura determina o tipo de voz que vamos emitir: mais aguda ou mais grave.

Quando falamos com a voz mais grossa, isso se deve à ação do músculo vocal, que encurtou as pregas vocais, relaxando a mucosa que a reveste. E quando falamos com a voz aguda, as pregas vocais estão mais alongadas, devido à ação de um músculo chamado cricotireóideo, que traciona a cartilagem tireóide para baixo e tensiona as pregas vocais.

Quando se usa a voz frequentemente, de forma incorreta, a chance de se provocar uma alteração nas pregas vocais é muito grande (ex: disfonia ou afonia,  conhecidas vulgarmente por "perder a voz").

Disfonia é uma expressão médica que significa alteração na produção da voz. Nestas situações, a voz produzida não é harmônica, é obtida com esforço e sem a possibilidade de variações de seus atributos, vulgarmente referido como rouquidão. A ausência de produção de voz refere-se por afonia.

Tal dificuldade pode-se manifestar através de uma série de alterações, como: esforço à emissão, dificuldade em manter a voz, variação na qualidade vocal, cansaço ao falar, variações de frequência fundamental habitual ou na intensidade, rouquidão, falta de volume e projeção, perda da eficiência vocal e pouca resistência ao falar, entre outras.

A disfonia, na verdade, é apenas um sintoma presente em vários e diferentes distúrbio tal como na  gripe  , laringite ou inflamação das cordas (ou pregas) vocais.

 

PRODUÇÃO

 A voz é produzida quando o ar expiratório (vindo dos pulmões) passa pelas pregas vocais, e por nosso comando neural, por meio de ajustes musculares, faz pressões de diferentes graus na região abaixo das pregas vocais, fazendo-as vibrarem. Esse mecanismo se assemelha ao balão, quando o secamos apertando sua "boca", provocando um ruído agudo, fruto da vibração da borracha.

O ar expiratório, que fez as pregas vocais vibrarem, vai sendo modificado e os sons vão sendo articulados (vogais e consoantes). Depois, emitidos pela boca, criam a onda sonora que vai atingir a cóclea do ouvinte. Então a voz é ouvida.

As pregas vocais vibram muito rapidamente. Nos homens, esse número de ciclos vibratórios fica em torno de 125 vezes em um segundo. Na mulher, que tem voz, geralmente, mais aguda, o número aumenta para 250 vezes por segundo. A essa característica damos o nome de frequência. As pregas vocais do homem têm mais massa e são menos esticadas que as da mulher (como no violão, as cordas mais esticadas são mais agudas e vibram mais que as cordas mais graves). 

VOZ E COMUNICAÇÃO

 A voz é uma característica humana intimamente relacionada com a necessidade do homem de se agrupar e se comunicar. Ela é produto da sua evolução, um trabalho em conjunto do sistema nervoso, respiratório e digestivo, e de músculos, ligamentos e ossos, atuando harmoniosamente para que se possa obter uma emissão eficiente. As pregas vocais (ou cordas vocais), primordialmente, não foram feitas para o uso da voz. Esta foi uma função na qual a laringe (local onde se encontram as pregas vocais) se especializou, mas estes músculos foram desenvolvidos, em primeiro lugar, para as funções de respiração, alimentação e esficteriana.

A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal, e pode variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e muitas outras características.

EUFONIA E DISFONIA

 À emissão de uma voz saudável damos o nome de eufonia. A uma voz doente, ou seja, com uma ou mais de suas características alterada, damos o nome de disfonia. A disfonia pode ser orgânica, funcional ou mista (orgânica-funcional). Ela não é uma doença, mas o sintoma, uma manifestação de um mau funcionamento de um dos sistemas ou estruturas que atuam na produção da voz.

A disfonia pode ser tratada. O profissional habilitado e responsável pela intervenção das disfonias é o fonoaudiólogo, e geralmente este profissional trabalha em conjunto (no caso da voz) com o otorrinolaringologista ou o laringologista. Pode, ainda, trabalhar com o professor de canto. A voz sofre muita influência de hormônios e de nossas emoções. É comum ouvir pessoas que estão muito tristes ou nervosas, roucas. A rouquidão é um tipo de disfonia.

A incapacidade de produzir a voz é chamada de afonia. 

TIMBRE

O  timbre  da voz humana depende das várias cavidades que vibram em ressonância com as pregas vocais. Aí se incluem as cavidades ósseas, cavidades nasais, a boca, a garganta, a traquéia e os pulmões, bem como a própria laringe.

FREQUÊNCIA

 A mais baixa frequência que pode dar a audibilidade a um ser humano é mais ou menos a de 20 hertz (vibrações por segundo), enquanto a mais alta se encontra entre 10.000 e 20.000 hertz, o que depende da idade do ouvinte (quanto mais idoso menores as frequências máximas ouvidas). A frequência comum de um piano é de 40 a 4.000 hertz e a da voz humana se encontra entre 60 e 7.000 hertz.

 

O profissional que atua nessa área pode não só prevenir os distúrbios da voz como melhora-la, atuando no aperfeiçoamento e promoção da saúde vocal, tanto na fala como no canto, até a reabilitação das disfonias, com preocupação especial na prevenção dos problemas de voz. Como quando se torna áspera, rouca ou de difícil emissão. A fonooncologia, por exemplo, atua em todos os aspectos e possibilidades de reabilitação do indivíduo que tenha sido acometido por câncer de cabeça e pescoço, assim como promove a inserção do fonoaudiólogo em equipes hospitalares multiprofissionais.

Ensinar técnicas que auxiliam a correta postura e seu uso quanto a respiração e impostação vocal por exemplo para professores, quem trabalha na área de telemarketing e em meios de comunicação oral.